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Uma prova inconteste de civilidade institucional e de maturidade de ambos. Independente dos eventuais interesses de caráter político partidário que existam, de interesse da estragégia política, mas quem ganha com esse tipo de ação, inegavelmente é a população, é a cidade. (Elsimar Pondé) Ouça!
Com o governador do Estado em Feira, era de se esperar que as discussões na Casa da Cidadania iriam de alguma forma fazer referências a Jaques Wagner. Por esta razão, o vereador Ailton Mô (PSDB) destacou problemas estruturais no Hospital Geral Clériston Andrande, afirmando que o secretário de Saúde do Estado, Jorge Solla, e o governador precisam dar uma maior atenção ao estabelecimento. “O Clériston está sem material para a coleta de sangue e sem previsão para chegada”, denunciou. A vereadora Gerusa Sampaio (PDT) aproveitou para acrescentar que o setor de endoscopia também não está funcionando. Ailton Mô criticou, ainda, a tentativa do deputado estadual Zé Neto (PT) de negociar com os médicos do Clériston a desistência do abandono de trabalho, já comunicado ao Ministério Público de Feira, previsto para o próximo dia 9 de abril. “A política tem que ficar um pouco de lado. Será que a Secretaria de Saúde não pode colocar pessoas capacitadas para fazer isso? Zé Neto disse que a gente só sabe fazer crítica, mas como é que não faz? Disse que o Governo Municipal não tem desenvolvido ações para ajudar. Como não?”, questionou. Getúlio Barbosa (PP) interferiu: “Acho que vossa excelência não deveria se preocupar com o deputado espalha brasa, porque se não vai dar ibope a ele. 90% do que o deputado fala que foi feito pelo governo é falácia. O PT tem isso de falar muito e fazer pouco”, frisou. Roberto Tourinho destacou a atual “situação de lástima do DEM” no país e que o resultado das eleições deste ano será um “tira-teima”. (Orisa Gomes)
Roque Pereira (PT do B), José de Arimatéia (PRB) e Ribeiro (DEM) parabenizaram Tarcízio Pimenta por receber Jaques Wagner no Paço Municipal. “Se o governador vem para assinar um Convênio do Estado com o Município ia colocar uma mesa do lado de fora? Não! Tem que receber com todas as honras. Um prefeito de mais de 600 mil habitantes não pode boicotar a vinda do governador. E que o governo do Estado invista na segurança pública de Feira e incentive os policiais militares com novos salários e melhores condições de trabalho” afirmou Francisco Neto. Para Ângelo Almeida (PT) a ida do governador ao Paço é motivo de celebração e representa o testemunho de um fato histórico. E respondeu, em defesa ao PT, às críticas. “Temos uma realidade onde o mundo diz que o Brasil avançou e podemos ir para 5ª posição no planeta. Não são os vereadores que vão dizer o contrário”, disse. Getúlio Barbosa reagiu: “Não me atinge, porque não faço apologia a Lula. Onde vou não cito Lula, porque não sou amigo dele e não tenho simpatia pelo que ele faz”.
Carlos Alberto (PMDB) lamentou e se disse solidário aos agentes administrativos e digitadores aprovados no concurso público em 2006, convocados apenas este ano. Alguns dias depois da boa notícia foi divulgado o cancelamento da convocação, com a justificativa de contensão de gastos públicos e redução de R$ 7,5 milhões no repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). “A corda sempre quebra para o lado mais fraco. Ainda sonho com o dia em que esse país não precise de interferência política para empregar as pessoas em setor nenhum de trabalho. Que as pessoas possam trabalhar pela capacitação e não por indicação política”, desabafou. E, já no grande expediente, criticou a “necessidade” do prefeito estar em entrevistas tendo que justificar o porquê de receber o governador. “A gente observa quanto o Brasil perdeu pelo tratamento dado aos políticos de oposição. Lembro do tratamento dado a Lídice da Mata e quem perdeu com isso foram os soteropolitanos. Não é preciso o prefeito ir dizer nas rádios que vai continuar recebendo o governador. É uma questão administrativa e de decência. A gente ficar perguntando isso é um atraso”, acredita. Tourinho ratificou que "o povo baiano ainda recorda as perseguições à Lídice, quando Antônio carlos Magalhães era o todo poderoso do Estado. Hoje essa mentalidade mudou". Getúlio complementou dizendo que não é preciso ir muito longe, porque o governo Colbert Martins e João Durval foram retaliados, porque o governador da Bahia disse que mandava. "Wagner tem feito essa parte de não excluir a oposição”, afirmou.
Antes da aprovação em segunda discussão do Projeto de Lei 254/09 de autoria do vereador Roque Pereira (PT do B), que dispõe sobre a construção de vagas nos estacionamentos dos condomínios iguais ou superiores ao número de casas construídas nos conjuntos habitacionais populares, Ângelo Almeida justificou o voto contrário na sessão de terça-feira (30), esclarecendo que a exigência pode inviabilizar a construção de conjuntos habitacionais dentro dos critérios estabelecidos pela Caixa Econômica Federal, gerenciadora do programa "Minha Casa, Minha Vida". “O que a pessoa prefere: não ter a casa ou não ter um estacionamento para um carro futuro? Se eu tivesse a opção de escolher, ia preferir a casa", disse o vereador petista. Além desse, foram aprovados os projetos de autoria do vereador Carlos Alberto 182/09, que dispõe sobre a substituição e recolhimento de sacolas plásticas em estabelecimentos comerciais, e o 206/09, o qual garante a todo portador de deficiência, que necessite de cadeira de rodas, a gratuidade do ingresso para seu respectivo acompanhante em eventos culturais, esportivos, e de entretenimento, organizados por pessoas públicas ou privadas, nos termos em que menciona. Também foi aprovado o PL 003/10 de Getúlio Barbosa, que altera a redação de dispositivos da lei complementar 11/02, que dispõe sobre o regime próprio de previdência social. (Orisa Gomes)
Tarcízio Pimenta também foi questionado durante a coletiva de imprensa no que diz respeito à vinda do governador ao Paço Municipal, já que somente ele e o ex-prefeito José Falcão receberam chefes do executivo estadual pertencentes a outro partido. Segundo o prefeito, é uma obrigação para ele receber o chefe de Estado. “O povo não me elegeu para ficar brigando com ninguém. Lá fora eles não me perguntam se o governador pertence ao PT ou PR, e sim questionam quando a segurança vai melhorar, por exemplo”, disse. Wagner complementou dizendo que não gosta de gente traiçoeira. O BF questionou ao governador Jaques Wagner sobre a possível duplicação do Anel de Contorno durante a sua gestão. Segundo ele, além da duplicação, o governo trabalhará no projeto da Avenida Nóide Cerqueira, para o qual foram destinados R$130 milhões. “Estamos conversando com a Prefeitura, pois é ela quem manda no município. Mas estamos buscando dinheiro para isso”, garantiu. (Paula Macedo)
O governador Jaques Wagner e o secretário de Administração estadual, Manoel Vitório assinaram a ordem de serviço para a construção de dois novos SACs em Feira de Santana. O primeiro posto funcionará ao lado da Estação Rodoviária. A unidade será montada num galpão de 1.806 mestros quadrados, oferecendo serviços de captação de obra, emissão de carteira de identidade, etc. A segunda unidade do SAC será no shopping Boulevard.
O governador Jaques Wagner também foi questionado sobre o Pré-Sal. Ele não reconhece legitimidade dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo para receberem um maior número de royalties em relação aos outros estados. “Não é do Rio, de São Paulo ou do Espírito Santo e sim de todos os brasileiros”, disse. O senador Pedro Simon apresentou sua emenda prevendo basicamente que a União pague aos estados produtores de petróleo as perdas que eles tiverem com a nova divisão dos royalties, que inclui todos os estados e municípios. Os senadores puderam entregar suas emendas para o projeto do marco regulatório até esta terça-feira (30). (Paula Macedo)
A polêmica sobre a saída de Fernando de Fabinho do DEM para apoiar o governador também esteve
Tanto Jaques Wagner quanto Tarcízio Pimenta falaram sobre amizades. Wagner lembrou os 32 anos de amizade com Lula, “eu fui o primeiro presidente do PT na Bahia, ele o primeiro presidente do PT no Brasil”. Já Pimenta fez questão de dizer que é amigo pessoal do pré candidato a vice-governador de Wagner, o médico Otto Alencar. “Semana passada, por exemplo, ele ligou para mim...”, disse o prefeito, fazendo uma pausa, antes de arrematar: “nossa relação é tão pessoal, que nem sobre política conversamos”, disse.(Jânio Rêgo)
Um dos assuntos da entrevista coletiva mais insistente foi a candidatura de Graça Pimenta. O Prefeito chegou a revelar detalhes do momento em que ela lhe anunciou o desejo de se candidatar. “Em um belo dia, estávamos almoçando...”, contou. “Não vou impedir ninguém, nem obrigar. Todo cidadão, toda cidadã tem o direito”, disse. Em seguida, brincou, “ninguém é candidato escondido”. Sobre o fato de Graça ser filiada ao PR, partido do senador César Borges possível aliado de Wagner, foi o próprio governador que emendou a fala de Tarcízio sobre o assunto: “minha mulher, Fátima Mendonça, por exemplo, é filiada ao PV e esse partido nem mais da base aliada é”. (Jânio Rêgo)
O governador do Estado, Jaques Wagner, chegou ao Paço Municipal por volta das 9h acompanhado do prefeito Tarcízio Pimenta, da primeira-dama do município, Graça Pimenta e dos deputados federais Fernando de Fabinho e Jairo Carneiro. Também esteve ao lado do governador a deputada estadual Eliana Boaventura e o deputado estadual Zé Neto. Durante a coletiva de imprensa ocorrida na sala de reunião do Paço, Jaques Wagner, em resposta a um jornalista sobre a possível aliança dele com Tarcízio Pimenta, disse que se for desejo do prefeito e do seu grupo, é possível sentar e conversar pois, segundo ele, política é feita com aliados. “A gente pode convidar, mas não pressiona”, disse. E acrescentou: “Nossa filosofia é respeitar quem está trabalhando, independente do partido, e não aniquilar o adversário”. (Paula Macedo)
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